terça-feira, 29 de setembro de 2015
domingo, 20 de setembro de 2015
| 1) Identifique os coeficientes de cada equação e diga se ela é completa ou não: a) 5x2 - 3x - 2 = 0 b) 3x2 + 55 = 0 c) x2 - 6x = 0 d) x2 - 10x + 25 = 0 2) Achar as raízes das equações: a) x2 - x - 20 = 0 b) x2 - 3x -4 = 0 c) x2 - 8x + 7 = 0 3) Dentre os números -2, 0, 1, 4, quais deles são raízes da equação x2-2x-8= 0? 4) O número -3 é a raíz da equação x2 - 7x - 2c = 0. Nessas condições, determine o valor do coeficiente c: 5) Se você multiplicar um número real x por ele mesmo e do resultado subtrair 14, você vai obter o quíntuplo do número x. Qual é esse número?
1. Calcular o discriminante de cada equação e analisar as raízes em cada caso:
a) x² + 9 x + 8 = 0 (R:-1 e -8)
b) 9 x² - 24 x + 16 = 0 (R:4/3) c) x² - 2 x + 4 = 0 (vazio) d) 3 x² - 15 x + 12 = 0 (R: 1 e 4) e) 10 x² + 72 x - 64 = 0 (R:-8 e 4/5) e) 5x² - 3x - 2 = 0 f) x² - 10x + 25 = 0 g) x² - x - 20 = 0 h) x² - 3x -4 = 0 i) x² - 8x + 7 = 0
RESOLVA AS EQUAÇÕES DE 2º GRAU
1) x² - 5x + 6 = 0 (R: 2, 3) 2) x² - 8x + 12 = 0 (R: 2, 6) 3) x² + 2x - 8 = 0 (R: 2, -4) 4) x² - 5x + 8 = 0 (R: vazio) 5) 2x² - 8x + 8 = 0 (R: 2,) 6) x² - 4x - 5 = 0 (R: -1, 5) 7) -x² + x + 12 = 0 (R: -3, 4) 8) -x² + 6x - 5 = 0 (R: 1, 5) 9) 6x² + x - 1 = 0 (R: 1/3 , -1/2) 10) 3x² - 7x + 2 = 0 (R: 2, 1/3) 11) 2x² - 7x = 15 (R: 5, -3/2) 12) 4x² + 9 = 12x (R: 3/2) 13) x² = x + 12 (R: -3 , 4) 14) 2x² = -12x - 18 (R: -3 ) 15) x² + 9 = 4x (R: vazio) 16) 25x² = 20x – 4 (R: 2/5) 17) 2x = 15 – x² (R: 3, -5) 18) x² + 3x – 6 = -8 (R: -1, -2) 19) x² + x – 7 = 5 (R: -4 , 3) 20) 4x² - x + 1 = x + 3x² (R: 1) 21) 3x² + 5x = -x – 9 + 2x² (R: -3) 22) 4 + x ( x - 4) = x (R: 1,4) 23) x ( x + 3) – 40 = 0 (R: 5, -8) 24) x² + 5x + 6 = 0 (R:-2,-3) 25) x² - 7x + 12 = 0 (R:3,4) 26) x² + 5x + 4 = 0 (R:-1,-4) 27) 7x² + x + 2 = 0 (vazio) 28) x² - 18x + 45 = 0 (R:3,15) 29) -x² - x + 30 = 0 (R:-6,5) 30) x² - 6x + 9 = 0 (R:3) 31) (x + 3)² = 1 (R:-2,-4) 32) (x - 5)² = 1 (R:3,7) 33) (2x - 4)² = 0 (R:2) 34) (x - 3)² = -2x² (R:vazio) 35) Quais são as soluções da equação 3x² - 12 = 0? 36) x² + 3x - 28 = 0 (R: -7,4) 37) 3x² - 4x + 2 = 0 (R: vazio) 38) x² - 3 = 4x + 2 (R: -1,5) |
domingo, 13 de setembro de 2015
anos serão necessários para triplicar o valor?
a) 8 anos
b) 25 anos
c) 2 anos
d) 10 anos
Resposta a
45 A operação de desconto comercial (ou bancário) é uma forma de cálculo de
valor presente:
a) Igual à existente em juros simples
b) Igual à existente em juros compostos
c) Alternativa à existente em juros simples e compostos
d) Que gera um valor médio entre o valor presente de juros simples e compostos
Resposta a
46 Para se calcular o desconto comercial (ou bancário) é preciso conhecer:
a) A taxa de desconto, o prazo e o valor nominal do título
b) A taxa de desconto, o prazo e o valor presente do título
c) A taxa de desconto e o valor nominal do título
d) A taxa de desconto e o valor presente do título
Resposta a
47 Para mesmo prazo, mesmo valor nominal e mesmo valor descontado, uma
taxa de desconto comercial (ou bancário) é:
a) Sempre menor que a taxa de juro simples da mesma operação
b) Sempre maior que a taxa de juro simples da mesma operação
c) Igual à média da taxa de juro simples e de juro compostos da mesma operação
d) Sempre igual à taxa de juro simples da mesma operação
Resposta a
48 Em uma operação de desconto a taxa de juro incide sobre:
a) O valor presente em termos reais, ou seja, o valor futuro descontada a inflação do
período
b) O valor futuro em termos reais, ou seja, o valor futuro descontada a inflação do
período
c) O valor futuro nominal da operação
d) O valor presente nominal da operação
Resposta c
a uma taxa de juro composta de 10,5% ao ano. O PU correspondente a esta
taxa é:
a) 105.620 pontos
b) 94.679 pontos
c) 98.332 pontos
d) 102.935 pontos
Resposta b
37 O ajuste do contrato futuro de DI com vencimento em 214 dias úteis resultou
no valor de 91.519 pontos. A taxa de juro composta corresponde a este valor
de ajuste é:
a) 10,5% ao ano
b) 10,75% ao ano
c) 11% ao ano
d) 12% ao ano
Resposta c
38 A qual taxa de juro (ao mês) um capital quintuplica de valor no regime de
capitalização composto no final de 12 meses?
a) 60% ao mês
b) 1,12% ao mês
c) 41,67% ao mês
d) 14,35% ao mês
Resposta d
39 Em quantos meses um capital triplica na capitalização composta à taxa de
9,5% ao mês?
a) 2,74 meses
b) 31,58 meses
c) 12,11 meses
d) 3,28 meses
Resposta c
taxa de 1,25% ao mês, pelo prazo de oito meses, no regime de capitalização
composto. Calcule o valor de resgate desta operação.
a) R$242.000,00
b) R$564.472,59
c) R$222.209,65
d) R$242.986,94
Resposta d
32 Um agente financeiro emprestou R$25.000,00 a serem pagos após sete meses
à taxa de 3,5% ao mês. Qual é o juro recebido nesta operação, considerando
o regime de capitalização composto?
a) R$6.125,00
b) R$875,00
c) R$6.806,98
d) R$31.806,98
Resposta c
33 Um agente de mercado aplicou em título de renda fixa. O valor de resgate é
R$95.000,00, sendo que tal resgate será feito daqui a nove meses. Sabe-se que
o rendimento deste título é 1,86% ao mês. Qual é o valor aplicado?
a) R$92.694,09
b) R$80.480,48
c) R$93.695,96
d) R$76.151,69
Resposta b
34 A uma taxa de juro composta de 15% ao ano um capital inicial triplica de valor
em aproximadamente:
a) 8 anos
b) 7 anos
c) 11 anos
d) 5 anos
Resposta a
35 Considere um CDB de 126 dias úteis com valor de aplicação igual a R$105.000,00
e valor de resgate igual a R$111.912,47. Neste caso, sua taxa de juro composta
ao ano (base 252 dias úteis) é:
a) 13,6% ao ano
b) 14% ao ano
c) 13,8% ao ano
d) 13,4% ao ano
Resposta a
10% ao ano (base 252 dias úteis). O valor dos juros, de acordo com o regime
composto de capitalização, ao final do período é:
a) R$100.000,00
b) R$50.000,00
c) R$48.809,00
d) R$47.320,00
Resposta c
27 Uma empresa tomou um empréstimo de dois anos, taxa de juro compostos de
12% ao ano. Sabendo que o valor devolvido após dois anos foi R$500.000,00,
então, o empréstimo inicial é mais próximo do valor de:
a) R$398.597,00
b) R$403.226,00
c) R$446.429,00
d) R$423.550,00
Resposta a
28 Um investidor aplicou R$100.000,00 em um CDB prefixado e resgatou
R$103.000,00 após 63 dias úteis. A taxa de juro ao ano dessa aplicação, de
acordo com o regime composto de capitalização, é:
a) 12,55%
b) 12%
c) 13,23%
d) 10,3%
Resposta a
29 Uma empresa comprou um CDB de 252 dias úteis no valor de R$100.000,00,
taxa de 9% ao ano, de acordo com o regime composto de capitalização. O
valor de resgate do CDB ao final do período é:
a) R$109.000,00
b) R$252.000,00
c) R$110.000,00
d) R$108.000,00
Resposta a
7,5% ao mês?
a) 66,67 meses
b) 4,65 meses
c) 80 meses
d) 53,33 meses
Resposta d
20 Uma empresa toma empréstimo de R$80.000,00 à taxa de 14,5% ao ano no
regime de capitalização simples. Sabendo que a amortização será feita quatro
meses após a contratação do empréstimo, calcule o montante a ser pago no
final deste período.
a) R$80.966,67
b) R$126.400,00
c) R$87.733,33
d) R$83.866,67
Resposta d
21 Você aplicou R$5.000,00 à taxa de juro simples de 13% ao ano. Quantos anos
serão necessários para triplicar o valor?
a) 31 anos
b) 25 anos
c) 15 anos
d) 22 anos
Resposta c
22 Em capitalização composta o valor dos juros é sempre:
a) Crescente, mas não é proporcional ao prazo
b) Crescente e proporcional ao prazo
c) Decrescente, mas não é proporcional ao prazo
d) Decrescente e proporcional ao prazo
Resposta a
23 Em um investimento que está sob o regime de capitalização composta:
a) A taxa de juro em cada período de capitalização incide sobre o capital inicial
investido
b) Os juros em cada período de capitalização tendem a ser constantes
c) O valor dos juros gerados a cada período de capitalização decresce em função do
tempo
d) A taxa de juro incide sobre o capital inicial, acrescido dos juros acumulados até o
período de capitalização anterior
Resposta d
24 Para taxas de juro positivas o montante final em capitalização composta:
a) É sempre maior que o capital inicial
b) Pode ser igual ao valor dos juros gerados
c) É igual ao quociente do valor dos juros sobre o capital inicial
d) É sempre igual ao capital inicial menos os juros gerados no período
Resposta a
regime de capitalização simples. Sabendo que a amortização será feita cinco
meses após a contratação do empréstimo, qual o valor a ser pago no final
deste período?
a) R$153.650,00
b) R$140.546,00
c) R$152.635,00
d) R$126.350,00
Resposta a16 Se aplicarmos a quantia de R$50.000,00 pelo prazo de quatro meses, teremos
como remuneração desse capital a quantia de R$4.350,00. Qual é a taxa de
juro simples ao mês dessa operação?
a) 2,11% ao mês
b) 2,18% ao mês
c) 8,7% ao mês
d) 1,09% ao mês
Resposta b
17 Um agente de mercado aplicou R$45.000,00 em determinado papel.
Considerando que a taxa de juro foi de 1,45% ao mês, pelo prazo de 51 dias,
calcule, no regime de capitalização simples, o valor de resgate desta operação.
Admita que um mês possua 30 dias corridos.
a) R$46.114,87
b) R$46.109,25
c) R$45.382,69
d) R$45.383,82
Resposta b
18 Um agente financeiro aplicou R$85.000,00 em um período de 173 dias. Foi
totalizada uma quantia de R$15.500,00 de juro. Qual é a taxa de juro mensal
desta aplicação, considerando o regime de capitalização simples? Admita que
um mês tenha 30 dias corridos.
a) 2,95% ao mês
b) 3,16% ao mês
c) 25,71% ao mês
d) 19,48% ao mês
Resposta b
a) Pela soma dos juros no período ao capital inicial
b) Pelo produto do capital inicial sobre a taxa de juro mais 1
c) Pela subtração dos juros em relação ao capital inicial multiplicado pelo prazo
d) Pelo produto dos juros no período ao capital inicial
Resposta a
11 Você fez um empréstimo de R$5.000,00 a uma taxa de juro simples de 12% ao
ano a ser pago em dois anos. O valor a ser pago é próximo de:
a) R$6.200,00
b) R$6.270,00
c) R$4.030,00
d) R$4.070,00
Resposta a
12 Qual o valor presente de uma aplicação em juros simples de cinco anos, taxa
de juro de 14% ao ano e valor de resgate, único, igual a R$100.000,00?
a) R$58.823,00
b) R$51.936,00
c) R$52.854,00
d) R$59.325,00
Resposta a
13 Uma empresa toma empréstimo de R$150.000,00 à taxa de 1,8% ao mês no
regime de capitalização simples. Sabendo que a amortização será feita seis
meses após a contratação do empréstimo, calcule o montante a ser pago no
final deste período.
a) R$166.946,73
b) R$312.000,00
c) R$151.620,00
d) R$166.200,00
Resposta d
capitalizada anualmente. Neste caso:
a) Para taxas iguais é melhor o sistema de capitalização simples
b) Para taxas iguais é melhor o sistema de capitalização composta
c) Para taxas iguais tanto faz qual seja o sistema de capitalização
d) Dependendo do valor é melhor o sistema de capitalização simples
Resposta c
6 Para uma taxa de i% ao ano o valor acumulado sob o sistema de capitalização
composta sempre gera um montante __________ que o sistema de capitalização
simples?
a) Menor (para qualquer prazo)
b) Maior (para qualquer prazo)
c) Maior (para prazos superiores a um ano)
d) Menor (para prazos superiores a um ano)
Resposta c
7 Considere um empréstimo a ser pago em uma única parcela a uma taxa de
juro simples. Neste caso, os juros são:
a) Proporcionais ao prazo
b) Maiores que o valor do empréstimo
c) Menores que o valor do empréstimo
d) Maiores que o valor da parcela
Resposta a
8 Os juros em capitalização simples são sempre iguais ao:
a) Prazo multiplicado pela taxa de juro e pelo valor do capital inicial
b) Prazo multiplicado pela taxa de juro e pelo montante final
c) Valor dos juros somado ao capital inicial dividido pelo montante final
d) Valor do montante final subtraído dos juros e dividido pelo capital inicial
Resposta a
9 Para uma mesma taxa de juro e mesmo prazo, o valor presente em capitalização
simples:
a) Dependendo do prazo pode ser maior ou menor que o obtido em capitalização
composta
b) É sempre maior ao obtido com capitalização composta
c) É sempre menor ao obtido com capitalização composta
d) É sempre igual ao obtido com capitalização composta
Resposta a
matemática financeira
sistema de capitalização?
a) Sistema de capitalização composta para prazos menores que um ano
b) Sistema de capitalização simples para prazos menores que um ano
c) Sistema de capitalização simples qualquer que seja o prazo
d) Sistema de capitalização composta qualquer que seja o prazo
Resposta b
2 O valor dos juros de uma aplicação prefixada com um único resgate é sempre
igual:
a) Ao valor de resgate da aplicação menos o valor da aplicação
b) Ao valor da aplicação menos o seu valor de resgate
c) À taxa de juro multiplicada pelo prazo e pelo valor do resgate se capitalização
simples
d) À taxa de juro multiplicada pelo prazo da aplicação
Resposta a
3 O valor de resgate de uma aplicação prefixada com um único resgate é
igual ao:
a) Valor da aplicação mais os juros gerados no período
b) Valor da aplicação multiplicado pela taxa de juro e pelo prazo
c) Valor da aplicação dividido pela taxa de juro vezes o prazo da aplicação
d) Valor dos juros subtraído do valor da aplicação
Resposta a
4 A taxa de juro é, normalmente, expressa em:
a) Porcentagem ao ano
b) Decimal ao ano
c) Porcentagem por dia útil
d) Decimal por dia útil
Resposta a
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
matemática financeira
segunda-feira, 14 de maio de 2012
a vida sem numeros
A vida sem números
Cálculos matemáticos existem desde a Pré-História. Mas podemos dizer que algarismos não. Quando eles chegaram ao Ocidente, jogaram a Europa em uma revolução que transformou o conhecimento
por Claudia Castelo Branco e Felipe Van Deursen
As operações aritméticas são mais novas no Ocidente que diversos conhecimentos sobre geometria e matemática, como os teoremas dos gregos Pitágoras e Tales. Catedrais da Europa medieval, como a Notre-Dame de Paris, além da própria torre de Pisa, foram construídas com base em cálculos muito mais difíceis de realizar sem o suporte dos atuais algarismos. E, se era mais complicado para obras de reis e papas, não era mais fácil para o homem simples. Pelo contrário. Na Idade Média, os europeus se viravam contando nos dedos e lendo algarismos romanos. E o que mais se aproximava de uma calculadora era um instrumento rústico chamado ábaco (veja mais no boxe abaixo).
Mas a situação começou a mudar no século 12. Para a sorte da cidade toscana, havia ali um matemático chamado Leonardo de Pisa. Ele se tornaria mais conhecido pelo apelido Fibonacci, nome de uma sequência numérica aplicada na biologia, nas artes plásticas e em outros campos (veja mais na pág. 70). Porém, pesquisadores começam a repensar o lugar de Leonardo na história. É graças a ele - e aos matemáticos que o seguiriam - que hoje temos uma das maiores invenções da humanidade: os algarismos indo-arábicos.
Pré-história do número
Em um dos famosos quadrinhos Calvin & Haroldo, de Bill Watterson, o pai do menino pergunta o que ele queria ser quando crescer. Calvin desejava, como quase todo garoto da sua idade, algo longe da matemática. Refletiu sobre como ter uma vida 100% ausente de números, esses torturadores de crianças nas escolas. "Vou ser um... um... homem das cavernas!", respondeu. Ele chegou perto. Só que até mesmo os homens primitivos dependiam de cálculos e números para sobreviver. Saber que 1 antílope era mais fácil de caçar do que 4 era essencial.
Pequenas quantidades são percebidas diretamente tanto por humanos quanto por outros animais. Uma galinha sabe se sua ninhada foi mexida, por exemplo. Isso se chama percepção numérica. A contagem, entretanto, é um atributo humano, intimamente ligado ao desenvolvimento da inteligência.
Não se sabe quando o homem começou a medir coisas de forma quantitativa. Não sabemos nem quem veio antes, se números cardinais (1, 2, 3) ou ordinais (1º, 2º, 3º). Alguns antropólogos defendem que a contagem se desenvolveu especificamente para lidar com necessidades simples do dia a dia - o que indica que os cardinais apareceram antes. Outra corrente sugere que os números podem ter sido inicialmente relacionados a rituais que exigiam ordem de aparição. A primeira estrela a surgir no céu ou a segunda colheita após a chuva, por exemplo.
O método de contagem mais antigo é o do osso ou do pedaço de madeira entalhado. Os primeiros testemunhos arqueológicos conhecidos dessa prática datam do período aurignacense (35 mil a.C. a 20 mil a.C.). Outras evidências também comprovam que o homem registrava quantidades com representações de argila e nós em cordas. Um objeto de argila encontrado no Peru, por exemplo, pode ter significado uma contagem de cabeças de gado.
As primeiras noções de quantidade com que o homem começou a lidar foram as mais próximas de sua realidade. Logo, 1 e 2 são os números mais antigos. De 3 em diante, era tudo uma mesma quantidade disforme que representava muita coisa. Não importava se era 50 ou 500. Não havia essa distinção. Ou seja, um é pouco, dois é bom, três é demais. A famosa expressão representa a antiga relação do homem com os números. Os sumérios, em 3 mil a.C., usavam o termo es para representar 3 e ao mesmo tempo "muitas coisas". Não havia definição para 4 em diante.
A própria noção de que um número representa uma quantidade específica levou séculos para ser absorvida. Dois são 2, não importa se são 2 ovos, 2 elefantes ou 2 ônibus. Mas, até hoje, alguns idiomas contêm traços dessa antiga separação entre a quantidade e o número específico para representá-la. E isso é intrinsecamente ligado à cultura e ao cotidiano de um povo. Em Fiji, arquipélago no Pacífico pouco menor que Sergipe, cocos e barcos fazem tanto parte da cultura local que existem palavras diferentes para a mesma quantidade deles. Por exemplo, 10 cocos é koro e 10 barcos é bolo.
Calcular faz parte do cotidiano do homem. A verdadeira revolução, portanto, está na forma de fazer cálculos. Uma novidade que chegou ao Ocidente há menos de mil anos. "Talvez por ser fruto de práticas coletivas, essa história não poderia ser atribuída de modo preciso a ninguém", explica Georges Ifrah, autor de A História dos Números - Uma Grande Invenção.
Até então, havia diferentes sistemas numéricos, criados por diferentes civilizações, como as mesopotâmicas, maia, egípcia, grega e chinesa. Todos com uma coisa em comum: desordem. Esses sistemas tinham um nome ou objeto diferente para cada número. Ou seja, teoricamente, eram modelos com símbolos infinitos. E, por razões práticas, nenhum método assim sobrevive por muito tempo. Essa dificuldade de escrever números grandes também prejudicava a adição, a subtração, a multiplicação e a divisão. Foi aí que, na Índia do século 5 a.C., surgiu a base decimal, ou seja, a noção de que números podem ser arrumados hierarquicamente, usando-se apenas 10 símbolos. Por exemplo, apenas com o símbolo 5 pode-se representar infinitos números: 55, 555, 5555 e assim por diante. Não era mais necessário um símbolo para cada número.
Como definir o valor desses símbolos postos lado a lado? Depende da posição em que cada um está, da direita para a esquerda: casa das unidades, dezenas etc. Ideia simples e funcional, que eu, você e todo mundo sabe. Mas que demorou 1,7 mil anos para se espalhar. "A Europa teve de esperar Leonardo de Pisa para aprender a contar direito", diz o inglês Keith Devlin, autor de The Man of Numbers: Fibonacci’s Arithmetic Revolution ("o homem dos números, a revolução aritmética de Fibonacci", inédito em português).
Mas por que a base é decimal e não quinzenal? Na verdade, houve outras bases. A base 20 já foi popular na Europa Ocidental, por exemplo. Até hoje, em francês, 80 é quatre-vingts ("quatro vintes"). Alguns povos, como os sumérios, em 4000 a.C, optaram por organizar seres e objetos em grupos de 60. "Esse sistema sobrecarrega o cérebro, já que requer um símbolo para todos os números de 1 a 60", diz o astrofísico Mario Lívio, autor de Deus É Matemático? Mesmo assim, a forma suméria deixou um legado que perdura até hoje, na divisão da hora em 60 minutos de 60 segundos cada um. Já se perguntou por que depois de 4h59 não é 4h60, mas 5h? Culpe os sumérios. Mas foi a base decimal que deu mais certo e conquistou o mundo. Muito provavelmente por causa de um motivo trivial. Ela teria sido inspirada nos 10 dedos da mão, e mão é a primeira coisa que o homem usou para calcular. Por isso ela parece tão natural. Agrupamos números em 10, 100, 1 000 porque não poderia ser mais prático.
Leonardo e os árabes
Os algarismos que usamos atualmente são uma herança indiana transmitida pelos árabes. No século 7, o islamismo expandiu-se em todas as direções, entrando em contato com diversas culturas, o que significou um avanço científico tremendo. Eles estudaram e traduziram obras de filósofos e matemáticos gregos e, ao conquistar a Índia, reconheceram a importância do sistema numérico hindu, que já tinha mais de mil anos de uso. E propagaram o novo conhecimento ao longo de seus domínios. O que não incluía a maior parte do continente europeu.
Havia dois tipos de matemáticos na Europa do século 12: os de escolas religiosas ou universidades e os que exerciam atividades de comércio e negócios. É neste último grupo que Leonardo de Pisa se inseria. Ele viveu por algum tempo com seu pai, um funcionário de comércio e alfândega, em Bugia, na atual Argélia, e viajou para países como Grécia, Egito e Síria, onde teve a oportunidade de estudar e comparar diferentes métodos de operações numéricas. Em contato com o sistema utilizado pelos mercadores árabes, Leonardo aprendeu uma maneira mais eficiente para calcular. O sistema desenvolvido na Índia era muito mais simples do que o romano.
"Estes são os 9 símbolos hindus: 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1. Com eles, mais o símbolo 0, que em árabe é chamado zéfiro, qualquer número pode ser escrito." Com essas palavras introdutórias, Leonardo de Pisa publicou, em 1202, o Liber Abbaci. A obra, traduzida como Livro do Cálculo, apresentou à Europa as operações de somar, subtrair, multiplicar e dividir, usando a novidade dos algarismos. Não foi o primeiro livro escrito no continente para descrever o novo sistema numérico. Mas foi o mais influente e acessível, o que fez toda a diferença.
Ao facilitar os cálculos que faziam parte do cotidiano das pessoas, Leonardo democratizou o conhecimento matemático. Agora, era muito mais simples fazer contas, sem depender de um especialista em ábaco. Leonardo teve o cuidado de explicar os conceitos com exemplos da vida cotidiana comercial: preço de bens, cálculo de lucros e as conversões entre as diferentes moedas. "As pessoas comuns que queriam fazer negócios passaram a fazer contas sozinhas. E isso foi graças à nova forma de calcular apresentada por Leonardo", explica Devlin. "Naquela época, ainda sem imprensa, a divulgação era boca a boca. Muitas cópias do livro, feitas a mão, foram armazenadas em grandes mosteiros. Os interessados tiveram que lê-las lá, como obras de referência", diz. "E, depois que Liber Abbaci saiu, centenas de pessoas escreveram obras derivadas. Elas passaram a ter seus próprios livros sobre aritmética, com aquilo que lhes interessava."
A técnica popularizada por Leonardo ficou conhecida como numeração de al-Khowarizmi, em homenagem ao matemático árabe Mohamed Ibn Musa Alchwarizmi, que em 820 escreveu sobre a arte hindu de calcular. Com o tempo, o nome mudou para algorismi, que em português virou "algarismo".
Entretanto, os numerais indo-arábicos não foram aceitos prontamente pelos europeus e chegaram a ser proibidos pela Igreja. Ela chegou a espalhar que, de tão engenhoso, o cálculo árabe era demoníaco. Além disso, os praticantes do ábaco estavam preocupados com seu ganha-pão. "Não queriam ouvir falar desses métodos que colocavam operações aritméticas ao alcance de todos", explica Ifrah. Mas a essa altura já era um caminho sem volta. Os algarismos trouxeram desenvolvimento à Europa medieval e tiveram importância na transição para a Idade Moderna. Mesmo com todas essas vantagens, a campanha contrária, somada ao costume arraigado nas pessoas comuns de persistir usando o sistema numérico romano, atrasou por séculos a vitória definitiva do algarismo. Durante esse período de transição, houve uma grande rivalidade entre os "abacistas" - aqueles que eram especialistas em cálculo com o ábaco - e os "algoritmistas" - os que privilegiavam o cálculo por meio do novo sistema. Um embate que terminou somente no século 16, com a vitória dos algarismos. Naquela época, eles já estavam bastante estabelecidos e foram essenciais para as épicas viagens marítimas de Cristóvão Colombo, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Fernão de Magalhães. É claro que houve grandes expedições nos mares antes. Vikings e chineses, por exemplo, exploraram os oceanos Atlântico e Pacífico, respectivamente. Mas o conhecimento dos algarismos indianos proporcionou o desenvolvimento da astronomia e da navegação na Europa, o que permitiu viagens muito mais bem organizadas e planejadas. Mesmo assim, o ábaco resistia. O ensino do instrumento só foi abolido de uma vez por todas nas escolas com a Revolução Francesa, em 1789.
Os historiadores e os matemáticos que pesquisam e analisam o legado de Leonardo de Pisa colocam a invenção do atual sistema de numeração indo-arábico no mesmo nível de importância que a invenção da roda. É graças a ela que a matemática e a engenharia puderam avançar. Graças a ela a computação e a internet nasceram. Leonardo de Pisa conseguiu, com a abordagem certa, convencer a Europa a fazer contas de maneira melhor. Como definiu o escritor David Hutter, os algarismos são a coisa mais próxima de uma linguagem humana universal.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
a matemática e os numeros
a matemática, assim como as ciências de modo geral desenvolveram-se devido as necessidades que surgiam dia-dia. A matemática na Mesopotâmia surgiram como uma ciência prática, com o objetivo de facilitar o cálculo do calendário, a administração das colheitas, organização de obras públicas e a cobrança de impostos, bem como seus registros.
As águas dos rios Tigre e Eufrates proporcionavam facilidades para o transporte de mercadorias, o que ajudou a desenvolver um processo de navegação.
Foram desenvolvidos nestes rios grandes projetos de irrigação das terras cultiváveis e a construção de grandes diques de contenção, abrindo assim o caminho para o desenvolvimento de uma engenharia primitiva.
Procedeu-se ao desenvolvimento de uma astronomia rudimentar para o cálculo do período de cheias e vazantes dos rios, mesmo que estes períodos não fossem regulares como os do rio Nilo no Egito.
E também, pelo fato da Mesopotâmia estar situada no centro do mundo conhecido da época, o que propiciava muito contato com outros povos, ela teve um papel muito grande no desenvolvimento da matemática de um povo que teve um papel muito importante na história: o povo Grego. Graças a este contato com o povo Grego, muito desta matemática chegou até os nossos dias.
terça-feira, 12 de julho de 2011
O número sem contagem
O número sem contagem
Apesar disso, ainda que pareça estranho, é possível chegar a uma idéia clara e lógica de número sem recorrer a contagem. Entrando numa sala de cinema, temos diante de nós dois conjuntos: o das poltronas da sala e o dos espectadores. Sem contar, podemos assegurar se esses dois conjuntos têm ou não igual número de elementos e, se não têm, qual é o de menor número. Com efeito, se cada assento está ocupado e ninguém está de pé, sabemos sem contar que os dois conjuntos têm igual número. Se todas as cadeiras estão ocupadas e há gente de pé na sala, sabemos sem contar que há mais pessoas que poltronas.
Esse conhecimento é possível graças a um procedimento que domina toda a matemática, e que recebeu o nome de correspondência biunívoca. Esta consiste em atribuir a cada objeto de um conjunto um objeto de outro, e continuar assim até que um ou ambos os conjuntos se esgotem.
A técnica de contagem, em muitos povos primitivos, se reduz precisamente a tais associações de idéias. Eles registram o número de suas ovelhas ou de seus soldados por meio de incisões feitas num pedaço de madeira ou por meio de pedras empilhadas. Temos uma prova desse procedimento na origem da palavra "cálculo", da palavra latina calculus, que significa pedra.
a linguagem dos números
A LINGUAGEM DOS NÚMEROS
Em todas as épocas da evolução humana, mesmo nas mais atrasadas, encontra-se no homem o sentido do número. Esta faculdade lhe permite reconhecer que algo muda em uma pequena coleção (por exemplo, seus filhos, ou suas ovelhas) quando, sem seu conhecimento direto, um objeto tenha sido retirado ou acrescentado.
O sentido do número, em sua significação primitiva e no seu papel intuitivo, não se confunde com a capacidade de contar, que exige um fenômeno mental mais complicado. Se contar é um atributo exclusivamente humano, algumas espécies de animais parecem possuir um sentido rudimentar do número. Assim opinam, pelo menos, observadores competentes dos costumes dos animais. Muitos pássaros têm o sentido do número. Se um ninho contém quatro ovos, pode-se tirar um sem que nada ocorra, mas o pássaro provavelmente abandonará o ninho se faltarem dois ovos. De alguma forma inexplicável, ele pode distinguir dois de três.